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Ford quer lançar modelo de entrada este ano
A
Ford Motor Company do Brasil quase dobrou a sua participação no mercado
interno, ao passar de 6,8% em 2001 para 11,3% neste ano - com o
lançamento de novos produtos, como o Novo Fiesta e o EcoSport -, e sabe
que para aumentar a sua fatia terá que investir num modelo de entrada,
que custe de R$ 17 mil a R$ 20 mil. "Se a indústria automobilística
crescer será neste segmento de veículo, que não dá lucro", disse
Antonio Maciel Neto, presidente da Ford para a América do Sul; "e,
para concorrer neste mercado, é preciso investir muito". Nos
resultados totais de vendas no País, a Ford só perde para os
concorrentes por não ter um modelo de entrada. Hoje, dos 11,3% de
participação que possui no mercado, dois pontos percentuais vêm do
modelo Ka, que vende de 2 mil a 2,3 mil unidades por mês no Brasil. Já a
Volkswagen garante 24% de fatia, com os 12% que obtém do seu modelo de
entrada, o Gol. Como a redução de custos continua sendo uma obsessão da
Ford, segundo Maciel Neto, o novo modelo de entrada será definido pela
empresa somente no final deste ano. "Estamos analisando este projeto,
pois o lançamento de um carro de entrada vai exigir ampliação da rede e
outras decisões estratégicas". Além de lançar novos produtos, a
Ford está fazendo uma "revolução silenciosa" na sua rede de
distribuidores, com a implementação de mais de 200 ações, segundo o
presidente. Hoje a empresa tem 420 pontos de vendas e 290 distribuidores e
a meta é chegar a 450 revendas até o final deste ano. "De 1996 a
1999 fechamos 17 revendas e há dois anos e meio nomeamos 60 novos grupos
de revendedores", destacou. Com o lançamento do Fiesta Sedan, um
carro desenvolvido pela equipe de engenharia brasileira, a Ford passa a
disputar participação num segmento que está crescendo no Brasil - é o
segundo maior do mercado -, onde tem como concorrentes diretos o Clio
Sedan (Renault), Corsa Sedan (GM) e Sienna Sedan (Fiat). A versão 1.0
custa R$ 26.990, a Supercharger sai por R$ 27.990 e a 1.6 Flex Fuel por R$
29.990. Dos 1,540 milhão de veículos previstos para serem vendidos este
ano no Brasil, 80% são automóveis. Desse total, 13% são modelos sedans,
segundo o departamento de marketing da empresa. O novo Fiesta Sedan será
produzido somente no Brasil e será exportado inicialmente para países da
América do Sul. Sobre o mercado automotivo brasileiro, Maciel Neto prevê
que a trajetória de crescimento da indústria automobilística será
mantida ao longo de 2005, em razão da confiança do consumidor sobre o
País. "Com o aumento da rentabilidade obtido com o crescimento das
exportações, as empresas passaram a contratar e isso melhorou a
confiança das pessoas", observou o presidente da Ford.
Fonte: Canal Dana |